Browser ou S.O.?
Semana passada todas as atenções foram voltadas ao anúncio de um novo sistema operacional pelo Google, pelo que é mostrado no post do blog oficial o Chrome OS se baseará no navegador do Google: Chrome, sendo um sistema operacional onde a plataforma de desenvolvimento se baseará intensivamente na web.
O que pouca gente sabe, é que a MS também já vem desenvolvendo algo semelhante com o Gazelle, que pretende ser um browser que funcionará como um sistema operacional, trazendo maior segurança, velocidade, e etc.

Como pouca coisa foi anunciada de ambos, nós ficamos livres para especular, dar palpites, e criar teorias sensacionais.
Vamos aos fatos: Fim do ano passado o Google tornou open-source um projeto chamado Native Client(NaCl), que permite que código X86 rode diretamente no browser. Recentemente no Google I/O enquanto todos os holofotes estavam focados no Google Wave, a palestra do NaCl mostrou que um dos objetivos é portar o NaCl pra ARM (que pode ser usado em netbooks), e outro objetivo é se integrar com a tecnologia pra geração de gráficos 3D no browser O3D. E o principal: Esqueça plugins, o NaCl virá integrado ao browser num futuro não muito distante.
Rodando pela internet vi muita gente questionando: “aff, mas o mundo não está preparado para um S.O. que só funciona online”. Hein? Quem falou que só funcionará online? Provavelmente o S.O. usará bastante o Google Gears, outra tecnologia googleana que parece que se encaixará perfeitamente na idéia de continuar usando aplicativos web mesmo estando offline.
Aliás, tudo parece que fazia parte desse plano maior do Google em lançar um S.O. baseado em browser, meticulosamente pensado pra tornar S.O. e browser uma coisa só, tornar a programação pra web mais prazerosa e a navegação mais segura.
Mas e a Microsoft? Provavelmente não sentirá muito, ao menos por enquanto, no seu domínio doméstico. Dependendo do que mais for anunciado para o Gazelle poderemos ver uma nova geração de guerra de browsers de proporções épicas, aonde os browsers serão SO’s e os SO’s serão browsers.
Ambos vêm com o discurso de segurança na ponta da língua, o quanto desse papo é marketing e o quanto é real só saberemos a partir do fim do ano quando, ao menos o Chrome OS já estará com seu código liberado para a comunidade open-source poder dar pulinhos de alegria.
A Microsoft desafiou o domínio do Google com o Bing, e agora o Google responde desafiando a MS naquilo que ela é melhor: SO’s, no futuro acessaremos o Bing pelo Chrome O.S. e ambos os mercados serão menos monopolizados, ainda bem.

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