Microsoft tenta novamente. XP escapará?

Todo mundo sabe que vendedor que é bom vende até a própria mãe, e que nenhum paradoxo é incisivo o suficiente para fazê-los desistir de argumentos contraditórios. Para a Microsoft não é diferente. É chegada a hora de dizer que o Windows 7 vai ser tudo que o Vista não foi. Mas enquanto o atual SO da Microsoft já nasceu quase morto, um adversário muito mais forte se recusa a morrer. E não estou falando de Linux ou Mac.
O XP chegou para continuar o caminho que o 2000 já havia pavimentado. Foi um sucesso. Juntou a estabilidade do Windows 2000 com a facilidade de uso que sempre foi o trunfo da Microsot sobre os concorrentes. Quando o Vista surgiu, sua proposta foi renovar o caminho que o Windows já vinha trilhando desde o início do século. Mas o passo foi maior que a perna.
Exigindo um hardware muito mais poderoso, quebrando os antigos paradigmas de interface e deixando um pouco de lado a compatibilidade com seus antecessores, o Vista era realmente uma inovação. O problema é que 95% dos usuários Windows não queriam inovação. São aqueles usuários como a minha mãe, que não sabem o que fazer se um atalho some do desktop; aqueles como eu, que não querem comprar um computador novo só para ter um SO novo; ou como meus colegas de trabalho, que temem que software de desenvolvimento altamente especializado sofra conflitos de versões e deixe de funcionar. Enfim, é o mundo que espera apenas um pouco de rotina.
Mas agora, com a Microsoft anunciando mais uma vez o fim do suporte ao XP e tentando enfiar o 7 guela abaixo, se aproxima a inevitável mudança. Claro, sem inovação não sobreviveríamos, mas no momento tudo que eu quero é mais rapidez e menos opções.
Fonte: ComputerWorld

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